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Tipos de Latidos

Os tipos de latidos mais comentados no meu Instagram viraram essa sequência de posts com dicas de treino! Vem conferir!

Por Carla Ruas dia em Blog

Tipos de Latidos
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Se você já entendeu:

A importância dos significados dos latidos e porque não punir os cães neste texto aqui

E onde mais falhamos com nossos cães na hora dos latidos neste texto aqui 

(se ainda não leu estes dois textos anteriores, recomendo que leia eles antes), chegou a hora de saber como faço o treino específico para cada caso!

Os temas foram escolhidos de acordo com os comentários no primeiro post da série, lá no meu Instagram.

Latidos de madrugada ou latidos logo pela manhã

Não tem negociação: é essencial rotina mais estimulante, gastar a energia ao longo do dia é o que traz uma boa noite de sono e diminuição do estado de alerta do cão. Uma estratégia que pode auxiliar é ter um som ambiente interno onde o cão dorme, tipo uma musica clássica baixinha, para que ele fique menos atento ao mínimo som do ambiente externo.

Isso é válido para outras situações onde algum barulho externo específico pode incomodar o cão durante o dia. Quando tudo está silencioso, um mínimo ruído pode ser motivo de alerta. É como quando estamos tentando dormir e passa uma mosquinha no nosso ouvido. Mas é válido dizer mais uma vez:

Essa atenção aos sons podem estar sinalizando acumulo de energia, falta de estimulação na rotina. Quem tá cansado, dorme.

 
O fato dos cães “perderem o sono” cedo costuma estar associado ao nosso horário rotineiro de levantar e eles acabam sinalizando pouco antes por meio dos latidos. A solução está também em oferecer mais estimulações para garantir mais possibilidade de sono e também pensar em estratégias para evitar a vocalização ou o reforço dela, sem que ela resulte na nossa atenção, que aí entramos no próximo tipo de latido.

 
Latido de atenção

Esse eu falei já em outros textos que nós somos os grandes culpados por reforçar os latidos, oferecendo a tão desejada a atenção (e não adianta insistir que em dar bronca…Se resolvesse ele não latiria mais). Inclusive na hora das brincadeiras, que os latidos acontecem com frequência como pedido pra jogar brinquedos e começar as interações.

Aí acontece muitos casos de incoerência, onde a gente quer exterminar um tipo de latido por atenção ao mesmo tempo que em outra circunstância reforçamos o mesmíssimo latido.

Como no exemplo de latido anterior: essa vocalização na manhã costuma acontecer em casos onde a família tem esse tipo de troca de atenção com o cão em algum momento. O ideal é ser proativo e não mais esperar os latidos para iniciar as interações e dar atenção. Ignorar o erro e dar outro caminho, ensinar outro comportamento para acontecerem as trocas é a saída.

Treino positivo tá aí pra isso.

Latido para campainhas/visitas

O latido de território recebendo novas companhias na casa não significa necessariamente que ele não goste, mas há carga de ansiedade na presença de visitas. A campainha e o interfone são gatilhos comuns para a maioria dos cães, pois avisam sobre novas pessoas no ambiente.


Para esse e tantos outros latidos ligados aos estímulos sonoros específicos, como latidos de outros cães, barulhos no corredor do prédio, barulhos de elevador, etc, nós fazemos um treinamento que possibilite que ele tenha outro comportamento diante deste gatilho sonoro. Por exemplo, estar na caminha respondendo aos comandos básicos, enquanto o som acontece, de forma SIMULADA e GRADATIVA.

Ou seja, nada de pegar o petisco correndo quando seu cão já ta latindo para assim começar qualquer treino com ele. Primeiro vem o treino, depois inserimos o tal barulho, seja pegando sons na internet, gravando no nosso celular e assim ir aumentando o volume conforme vamos tendo resposta positiva do cão, ou seja, ele focado no treino e não em latir para o som.


Isso precisa daqueles dois ingredientes mágicos: repetição e gerenciamento.

Dedicação e empenho em repetir as simulações com consistência (não adianta começar, desistir e parar) e gerenciar para evitar que no dia a dia os latidos aconteçam. Vamos para estratégias como porta de pressão que evite o acesso à área mais próxima dos barulhos e a Suíte Canina pra entreter os cães com Enriquecimento Ambiental antes da chegada das visitas (tem vídeo sobre isso). Busque alternativas para minimizar o erro. Entenda bem sobre Gatilhos:

 
Descrevendo o Gatilho:

Tudo aquilo que aciona/dispara o comportamento.O que antecede o erro?

Para encontrar o gatilho do seu cão descreva COMO, ONDE E QUANDO acontece tal comportamento.

Exemplo: latidos excessivo na porta de entrada quando chegam os vizinhos. Quanto melhor formos na definição do gatilho, mais fácil veremos alternativas e elaboraremos estratégias para evitar o erro seguinte. Seguindo o próprio exemplo: se eu entendo que os horários de maior movimentação no corredor são os horários do começo da manhã e do final da tarde, eu penso melhor nas estratégias específicas nessa janela de horários.

 

Latido para outros cães no passeio


Como eu disse sobre as falhas neste texto do blog, esse modelo de latido se encaixa em uma ou até em todas estas: falha no passeio, na socialização e no autocontrole. Cada falha detectada precisa de ações específicas. Por exemplo, na socialização precisamos de exposição positiva a outros cães em diferentes contextos para trazer um bom repertório de experiências com a presença de outros cães.


O que ambos casos precisam é: REDIRECIONAMENTO. De forma similar como falei que funciona o treinamento para sons, vamos associar ver outro cão com voltar a atenção para nós, comportamento divergente de olhar e latir para outro cão.

Ensinamos o cão a olhar pra nós no passeio, a obedecer aos comandos e usamos isso como ferramenta de troca “ao invés de focar sua energia ali, foque aqui que você ganha mais”.


Mas pra isso, a conta tem que fechar pro seu cão. Se o cão estiver muito perto, reagindo demais ou se você não agiu com a antecedência certa, não fará sentido, ele já está em desequilíbrio ou muito perto de atingi-lo.


Aí que acontece este erro clássico: são nesses momentos que dizem que o cão não aceita petisco nessa situação: é porque já está agindo tarde demais, precisa antecipar mais e gerenciar melhor.

Como eu falo sempre: no desequilíbrio não há aprendizagem. Por isso quando temos um problema desses, a primeira medida é controlar os horários de passeio para momentos com menos movimentação de cães, evitando o erro.


Mesmo que seja os latidos para interagir e brincar com o outro cão, essa não é a melhor maneira de se apresentar aos demais, já mostrando tamanha excitação, né?! Pode assustar outros cães e ocasionar um problema muito comum: reatividade à guia. Sem treino de autocontrole, estes cães se tornam tão frustrados que não sabem como canalizar seu stress e ansiedade e acabam se tornando até ameaçadores na situações de passeio. Ele não pode interagir dessa forma, mas também sem capacitação do seu autocontrole, por meio dos treinos, só ignorar não será suficiente.


Os treinos de autocontrole são importantes independente do caso, eles entram no treinamento básico dos cães, porque não faz sentindo um cão aprender o que seja se não aprender acima de tudo a esperar.

Autocontrole é isso: a capacidade de lidar com as frustrações em equilíbrio.


Bons treinos! :)

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